Aqui temos uma tabela com um resumo das mudanças nos impostos dos investimentos do pacote tributário proposto pelo atual governo:

Categoria Como era Como ficou
FIIs e Fiagros – dividendo (IR) isento IR de 5% a partir de 2026
FIIs e Fiagros – ganho de capital (IR) IR de 20% IR de 17,5% a partir de 2026
FI-Infra isento IR de 5% sobre dividendo e ganho de capital a partir de 2026
JCP (IR) IR de 15% IR de 20% retido na fonte a partir de 2026
LCI/LCA (IR) isento IR de 5% a partir de 2026
CRI/CRA (IR) isento IR de 5% a partir de 2026
Debêntures incentivadas isento IR de 5% a partir de 2026
Ações (IR) IR de 15% IR de 17,50%
Renda Fixa CDB, Tesouro Direto e Debêntures (IR) tabela regressiva de 22,5% a 15% IR de 17,5% a partir de 2026
Fundos de renda fixa e multimercados tabela regressiva de 22,5% a 15% + come-cotas IR de 17,50% + come-cotas a partir de 2026
Day Trade (IR) IR de 20% IR de 17,50%
Cripto (IR) IR de 22,5% a 15%, isenção sobre ganho de R$ 35 mil por mês IR de 17,5% sobre ganho de capital, sem isenção
BETS (IR) IR de 12% na receita bruta dos jogos IR de 18%
CSLL de instituições financeiras (IR) IR de 9%, 15% e 20% IR de 15% e 20%
FIDC (IOF) isento IOF de 0,38% sobre aquisição primária de cotas de FIDC, inclusive por bancos
Previdência (IOF) isento Piso de R$300 mil ao ano por aporte até o final de 2025, com IOF de 5% sobre o excedente e a partir de 2026 o mínimo passa a ser de R$ 600 mil ao ano para todos os aportes, e o excedente com cobrança de 5% de IOF
Risco Sacado (IOF) isento IR de 0,0082% ao dia
Cartão de débito e crédito internacional (IOF) 3,38% em 2025, com dedução gradual até 2028 IOF de 3,5%
Compra em espécie e remessa (IOF) 1,1% (mesma titularidade) IOF de 3,5%, exceto retorno de investimentos estrangeiros ao Brasil (isento)
Empréstimo de curto prazo (IOF) Isento para empréstimos de até 1.080 dias Alíquota de 3,5% para empréstimos de até 364 dias
Crédito para empresas PJ (IOF) Alíquota anual máxima de 1,88% ou de 0,88% para Simples Nacional e isento para cooperativas IR fixo de 0,38%, mais IR de 0,0082% ao dia sem diferença entre regimes

Críticas sobre o que está acontecendo:

O pacote tributário proposto pelo governo para 2026 é mais um ataque direto àqueles que sustentam de pé a economia do país: o pequeno investidor, o empreendedor honesto e o trabalhador que escolheu poupar em vez de consumir.

Em vez de cortar privilégios, enxugar a máquina estatal ou enfrentar os verdadeiros parasitas do orçamento público, o governo prefere tomar o caminho mais preguiçoso e covarde: aumentar impostos.

Produtos financeiros que sempre foram estímulo ao investimento produtivo e ao financiamento da infraestrutura, como LCI, LCA, CRI, CRA, debêntures incentivadas e fundos imobiliários, agora serão taxados.

Isso é um tiro no pé da economia real. Quando o Estado tributa quem investe, ele sufoca a criação de riqueza e estimula a fuga de capitais. O crédito encarece, o risco aumenta e o Brasil se torna ainda menos atrativo para quem quer construir algo duradouro.

A taxação dos dividendos e dos ganhos de capital de fundos como FIIs e Fiagros destrói a atratividade de aplicações que canalizam recursos privados para o agro e para o setor imobiliário, dois pilares da economia nacional.

Já a eliminação da isenção mensal sobre criptomoedas tem endereço certo: controlar, vigiar e limitar alternativas ao sistema financeiro estatal, justamente quando cresce o desejo do cidadão comum por mais autonomia.

O governo escolheu punir quem age com prudência e disciplina, em vez de enfrentar seus próprios vícios de gasto. Optou por manter privilégios e ampliar o poder central, em vez de devolver autonomia às famílias e às comunidades locais.

Essa decisão não é técnica. É ideológica. É o velho projeto estatista de domesticar o cidadão produtivo para manter de pé uma máquina pública insaciável.

E como todo projeto que ignora a ordem natural das coisas, onde quem planta colhe, e quem poupa prospera, o resultado será o empobrecimento coletivo e o crescimento da dependência estatal.

Quem quiser preservar sua liberdade econômica, sua capacidade de escolha e o fruto do próprio trabalho, precisa agir agora: diversificar sua estratégia, estudar novas formas de investimento e, sobretudo, recusar a passividade.

A liberdade exige vigilância, firmeza e responsabilidade. Não espere que o Estado cuide do seu futuro. Cuide você mesmo.

Por Published On: 20/06/2025Categorias: ImpostosComentários desativados em Resumo: Novos Impostos dos Investimentos 2025/2026