A ignorância das pessoas sobre o funcionamento do dinheiro, dos investimentos e da economia sempre foi explorada pelos políticos. Isso se intensifica nos anos eleitorais.

Em todas as eleições os políticos fazem promessas sobre como vão gastar o dinheiro que tomaram de você para solucionar problemas que eles mesmos criaram.

Em todas as profissões importantes é necessário comprovar qualificação técnica para exercê-la. Até para dirigir um simples veículo, você precisa comprovar uma série de habilidades. Já para dirigir uma cidade, estado ou um país você só precisa ser um bom mentiroso.

As maiores mentiras que os políticos contam estão diretamente relacionadas ao dinheiro, já que a base do sistema que eles querem controlar é:  tomar parte do dinheiro da sociedade através da cobrança de impostos para que eles (os políticos) decidam sobre como esse dinheiro será gasto, desperdiçado ou simplesmente roubado como muitos políticos fazem sistematicamente com apoio de seus eleitores.

Uma dessas grandes mentiras é a de que o governo deve gastar mais para estimular o crescimento da economia e como consequência produzir riqueza e reduzir a pobreza. Essa mentira é contada em praticamente todos os países.

Decore essa verdade:

O governo só pode gastar aquilo que ele toma de seus cidadãos e isso automaticamente restringe, na mesma proporção, a capacidade destes cidadãos de gastar, poupar e investir.

Essa é uma verdade evidente, algo tão óbvio que é até constrangedor ter que explicar uma coisa dessas para pessoas adultas.

O governo não cria mais riquezas ao gastar o dinheiro que ele tomou daqueles que criam riqueza. Quem cria riqueza? Todos que trabalham, empreendem e investem. O que os governos fazem é destruir riquezas que eles não produziram.

É muita ingenuidade acreditar que algum político saberá usar o seu dinheiro com mais inteligência que o próprio dono do dinheiro, aquele que trabalhou, empreendeu ou investiu antes de ver parte de sua renda ou ganho sendo tributado.

O que frequentemente os políticos fazem com o dinheiro que tomam da sociedade é desperdiçar, desviar ou tomar péssimas decisões sobre o seu uso criando diversas distorções no funcionamento da economia. Frequentemente as crises econômicas que enfrentamos são consequências de desequilíbrios produzidos por decisões de políticos envolvendo o uso do dinheiro.

Quando você exige do político mais gastos, ele precisa conseguir o dinheiro para desperdiçar através de uma dessas formas:

  1. Tomar mais impostos, ou seja, confiscar parte da renda, lucro ou ganho de capital de pessoas e de empresas que são os únicos que geram riquezas quando trabalham, empreendem e investem. Ao cobrar mais impostos você reduz a capacidade da sociedade produzir, consumir e investir. É menos dinheiro no bolso das pessoas/empresas e mais dinheiro sendo controlado por políticos que gastam de forma ineficiente aquilo que sobra depois dos roubos, desperdícios e desvios de recursos.
  2. Quando os impostos são insuficientes uma alternativa é pegar recursos emprestados. O governo faz isso oferecendo títulos públicos. Quanto mais irresponsável e menos confiável for o governo, mais juros ele precisa oferecer para atrair investidores interessados. As pessoas que trabalham e as empresas, incluindo os bancos, emprestam o dinheiro para o governo através dos títulos públicos ou fundos que investem nesses títulos. Esse dinheiro que todos emprestam para o governo é o mesmo dinheiro que vai fazer falta para outras pessoas e empresas que precisam de crédito para poder consumir (financiar carro, imóvel etc.) ou para investir (abrir um novo negócio). Quanto mais juros o governo precisa oferecer para atrair dinheiro, mais as outras instituições precisam aumentar os juros para que seja vantajoso emprestar dinheiro para pessoas e empresas.
  3. Por fim, como última alternativa os governos imprimem dinheiro ou adotam estratégias que equivalem a imprimir dinheiro a partir do nada.

Em nenhuma dessas formas o governo vai estimular o crescimento da economia ou o enriquecimento sustentável da sociedade. Aquele que afirma isso está tirando proveito da ignorância das pessoas.

Criar dinheiro a partir do nada faz todo o dinheiro em circulação perder o seu valor. Essa é a origem de boa parte da inflação. Não existe mágica, criar dinheiro sem criar as riquezas que serão compradas pelo dinheiro só faz os preços das coisas subirem pois o que ocorre é a perda do poder de compra do dinheiro.

O dinheiro só deve ser criado quando algo de valor é criado.

Exemplos: se você empilhar tijolos, cimento e outros materiais básicos da forma correta, você terá um imóvel que vale mais do que todo o material usado na sua construção. Uma semente não vale muito, mas se você plantar, regar e esperar terá uma árvore capaz de produzir centenas de quilos de um fruto mais valioso que a semente original. Um maço de papel branco não vale muito, mas se você imprimir nesse papel aquilo que você sabe terá um livro que pode ser muito valioso para outras pessoas.

É assim que a riqueza é criada sempre que prestamos um serviço, usando nosso tempo, conhecimento e economias, ou quando produzimos produtos que serão comprados livremente por quem identifica esse valor. Ao investir você gera valor por fornecer, temporariamente, os recursos que alguém precisa para comprar algo ou investir em algo.

Dinheiro é apenas uma “tecnologia” que facilita a troca de bens e serviços que possuem algum valor para alguém.

Além do governo não criar riquezas ele pode destruir riquezas através do desperdício, ineficiência e roubo.

A história nos mostra que frequentemente é isso que acontece e nenhuma economia suporta a destruição de riquezas por muito tempo.

Tenha cuidado com políticos que defendem flexibilizar ou “revogar o teto de gastos” no seu plano de governo.

O teto de gastos é a base da política de reequilíbrio fiscal que evitou um desastre na nossa economia alguns anos atrás. Se você é muito jovem talvez não se lembre da grave recessão que atingiu a nossa economia entre 2014 e 2016. Ela foi uma consequência da irresponsabilidade fiscal do governo e de eventos que ficaram conhecidos como “pedaladas fiscais”. Esse teto foi criado através da  Emenda Constitucional nº 95/2016. Ele estabeleceu um limite para os gastos federais, equivalente à despesa de 2016, corrigida, em cada ano, pela inflação.

Diversos países já quebraram e muitos ainda vão quebrar por não respeitarem leis básicas do dinheiro como a de não se deve gastar mais do que se arrecada.

Questione os políticos sobre como eles podem fazer mais e melhor gastando menos, tributando menos, desperdiçando e roubando menos.

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