Veja, na prática, o uso da teoria que fará a inflação disparar nos próximos anos se as pessoas não perceberem o que está acontecendo.

Como você já deve saber, a PEC da Transição, também conhecida como PEC da Gastança, deve ser votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta terça-feira.

O Senado publicou um parecer muito preocupante (fonte) que apresentam as ideias erradas que os políticos estão adotando com relação ao funcionamento da economia. São essas ideias que podem fazer a inflação disparar. Já vimos as consequências dessas ideias inúmeras vezes no Brasil (governos anteriores) e em outros países.

O novo governo já começa querendo aprovar uma alteração da Constituição (PEC) para que possa gastar mais do que arrecada resultando em aumento da dívida pública, aumento da inflação e dos juros no futuro. Para isso os políticos tentam utilizar como base uma série de “teorias mágicas” da economia que historicamente só produzem inflação e desarranjo.

 

Você deve saber que essa “Teoria”, que o Senado citou no relatório acima, é apenas mais uma das muitas teorias utópicas desastrosas, defendidas por ideologias de esquerda, que comprovadamente (observe a história) destroem os países no longo prazo.

Entenda a “expansão de gastos sem elevação de tributos”, citada no texto, como um sinônimo para “impressão de dinheiro” ou qualquer outro mecanismo adotado pelo governo para fazer algo equivalente a isso.

Toda a disparada da inflação que observamos no mundo, desde a crise de 2020, foi uma consequência de ideias como estas que estão nesse parecer do Senado, tentando justificar o gasto de dinheiro não arrecadado. A inflação é uma consequência da impressão e distribuição de dinheiro por políticos irresponsáveis e populistas que se espalham pelo planeta como uma verdadeira praga em tempos de redes sociais.

O texto também cita outra teoria, conhecida como Teoria Keynesiana, mas nessa teoria a “expansão de gastos” se justifica somente quando vivemos uma forte depressão econômica, ou seja, quando temos vários trimestres ou vários anos com queda na produção de riquezas (PIB negativo). O mantra dessa teoria diz: “Quando uma economia está em recessão, o governo tem de criar demanda agregada. E ele tem de fazer isso aumentando seus gastos”. Essa teoria pode ser vista como um erro (veja aqui) até nas recessões, imagine adotar esse erro quando não existe recessão ou depressão na economia.

Não estamos vivendo uma depressão ou uma recessão no Brasil e a impressão de dinheiro vai resultar em mais inflação. O que os políticos estão tentando fazer é continuar gastando mais do que arrecadam, mesmo com o fim da crise de 2020 que justificou os rombos no Brasil e no restante do mundo. A preocupação deles com a inflação é zero e isso se deve a ignorância ou má-fé. Eu suspeito que seja má-fé, já que o principal objetivo de todo político é gastar cada vez mais, não importando os meios, principalmente quando os políticos que assumem o poder possuem um histórico de envolvimento em escândalos de corrupção.

Você pode estudar esse gráfico atualizado do PIB aqui no Clube dos Poupadores. Esse gráfico histórico mostra a taxa de variação do PIB brasileiro dos últimos 12 meses (4 trimestres). O Produto Interno Bruto (PIB) mede o valor de mercado de todos os bens e serviços finais produzidos em um período específico no país. Equivale ao valor de todas as riquezas que foram criadas pelas empresas e trabalhadores nos últimos 12 meses.

O gráfico acima apresenta destaques para o comportamento do PIB com a adoção da “Nova Matriz Econômica” que nada mais é do que um conjunto de teorias baseadas em crenças erradas sobre o funcionamento do dinheiro, assim como as teorias citadas no infeliz parecer do Senado. As pedaladas fiscais resultaram na maior recessão dos últimos tempos. Como você deve se lembrar, as pedaladas foram manobras contábeis do governo para cumprir as metas fiscais (leia sobre a volta da contabilidade criativa), fazendo parecer que haveria equilíbrio entre gastos e despesas nas contas públicas. Esse tipo de crime contra as economias da população envolveu o Tesouro Nacional e bancos públicos para o pagamento de programas sociais. Esse tipo de “pensamento mágico” resultou na disparada da inflação e dos juros, tirando de todos os brasileiros (incluindo os mais pobres) o poder de compra do dinheiro.

Por esse motivo, podemos entender esse tipo de manobra que envolve gastar mais do que se arrecada como um pensamento mágico, um pensamento pouco inteligente ou até mesmo um pensamento criminoso, pois a consequência sempre será inflação e juros elevados. Eles até podem tentar adiar o estouro das consequências, mas elas não falham.

Não podemos esquecer que só em 2022 o Governo tomou de todos os brasileiros mais de R$ 2 trilhões na forma de impostos federais. Os políticos acham isso pouco e por esse motivo querem gastar R$ 200 bilhões a mais, somente em 2023. Veja o espaço ocupado por 1 trilhão em notas de 100.

Nada se fala sobre fazer mais gastando menos (eficiência), nada se fala sobre evitar desperdícios, reduzir o tamanho do Estado e dos privilégios de quem trabalha nele. Não podemos esperar nada sobre reduzir gastos acabando com a corrupção ou reduzindo a impunidade da justiça brasileira, pois basta observar a situação das pessoas que tomaram o poder:

Tenha a certeza de que isso será apenas o começo, pois se conseguirem agora, a receita será repetida nos próximos anos inúmeras vezes com o apoio de todos os políticos que só pensam em gastar mais dinheiro para sua manutenção no poder. Para isso precisam fabricar miséria aumentando o número de pessoas dependentes de esmolas, empregos públicos, favores de políticos etc.

Como você já viu nesse vídeo aqui, outra grande prioridade será aumentar a arrecadação de impostos taxando ainda mais a renda, lucros e patrimônio das pessoas que realmente trabalham e produzem no país.

O relatório assustador do Senado volta a falar sobre o que pensam “os adeptos do pensamento mágico”. Esses adeptos cultivam, com fé, a crença de que o aumento dos gastos públicos não pode provocar uma crise de desconfiança, já que os títulos públicos (como os que você compra no Tesouro Direto) são pagos em reais. Então o governo poderia imprimir dinheiro para pagar esses títulos no futuro sem consequências para a economia (inflação).

É como se os investidores não soubessem as consequências destrutivas desse mecanismo. Os governos que gastam mais do que arrecadam vendem títulos públicos, emitem moeda (ou o equivalente) para pagar os títulos públicos, produzem inflação e somente alguns poucos são beneficiados nesse processo, como vimos nesse artigo aqui, onde mostrei que bancos e grandes empresas gostam de governos que gastam mais do que arrecadam. Já vimos que o calote da dívida pública não deveria ser uma opção, se não for o objetivo do governo elevar as preocupações sobre a solvência do país. O calote seria uma opção se o objetivo real fosse destruir a classe média, as empresas, o sistema financeiro e a economia para implantar algum tipo de utopia econômica e política.

Todos sabem, e a história comprova, que uma dívida pública interna crescente, inflação crescente ou persistente e juros futuros elevados ou em tendência de alta resultam em preocupações e desconfiança de todos os investidores e empreendedores do país.

Não vivemos uma depressão ou uma recessão que justifique. A taxa de desemprego não está em tendência de alta em 2022, ela estava recuando até então (veja o gráfico com a taxa de desemprego).

O aumento dos gastos públicos vai acabar resultando em aumento da inflação e talvez o governo tente forçar a baixa da Selic, como fizeram no passado, fazendo os juros futuros dispararem.

Os políticos sabem que o maior devedor do país é o próprio governo e que a inflação elevada só favorece os devedores, já que o dinheiro que eles devem para a população (pessoas que compraram títulos públicos de forma direta ou indireta) perderá o seu poder de compra. O PIB em um ambiente de inflação elevada pode até subir no primeiro momento, já que os preços dos produtos e serviços contabilizados no PIB terão uma alta. A gastança pode até melhorar a situação da economia por um curto período, como ocorreu no passado (voo de galinha).

O gráfico mostra a taxa de desemprego que caiu de 14,7% para 8,3% em 19 meses, mas que certamente voltará a subir como ocorreu depois de 2014, como consequência das pedaladas e outras políticas econômicas daquele governo que sofreu impeachment.

O problema é que todo esse pensamento mágico defendido pelos políticos e seus teóricos só funciona por pouco tempo. A conta sempre chega. No começo todos ficam felizes com a aparente e mágica prosperidade que a gastança do governo proporciona até que o dinheiro acaba, a realidade chega, a inflação dispara, os juros aumentam e tudo isso acaba com a credibilidade na moeda e mergulhamos na mesma maldição vivida por países como a Argentina.

As ideias e teorias que fundamentam as decisões dos políticos que temos hoje são as mesmas teorias e ideias mágicas que destroem países se forem adotadas por muito tempo.

A falta de educação financeira da população é um sério problema de segurança nacional ou até de segurança mundial. Essas teorias mágicas, que só favorecem os políticos e destroem economias no longo prazo, tornando a população cada vez mais dependente da ajuda dos políticos, também contaminam países como EUA e blocos como a União Europeia.

Não faça parte da grande massa de ignorantes que apoiam políticos que tiram proveito da ignorância da população.

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