O gráfico acima mostra países que sofreram hiperinflação desde 1916. A hiperinflação pode ser entendida como uma alta acelerada da inflação em níveis tão elevados que os preços dos produtos e serviços podem dobrar em poucos meses, semanas, dias ou até horas.

As áreas vermelhas no gráfico acima indicam hiperinflação extrema onde os preços chegaram a dobrar em horas naquele período em um determinado país. As áreas laranjas mostram países que sofreram hiperinflação com preços dobrando em dias. As áreas amarelas mostram países que sofreram hiperinflação que fizeram os preços dobrarem em semanas.

Veja que existem três quadros azuis que destacam determinados períodos. Os dois primeiros quadros representam duas guerras mundiais. O terceiro e maior quadro azul mostra o período após os acordos de Bretton Woods e a Guerra Fria.

Quase todos os episódios de hiperinflação que podemos observar no gráfico acima foram causados pelo descontrole das contas do governo, ou seja, governos que gastam mais do que arrecadam elevando sua dívida, fazendo o governo “imprimir dinheiro” (ou algo análogo a isso) para pagar suas contas e suas dívidas.

É natural que os preços dos produtos e serviços sofram variações na busca por um preço que equilibre a oferta e a demanda, mas no caso da inflação persistente ou hiperinflação temos a perda sistemática do poder de compra do dinheiro.

Quando o dinheiro perde o seu poder de compra os produtos e serviços continuam valendo mais ou menos a mesma coisa em moeda estrangeira, mas passam a custar muito caro em moeda local por esta moeda deixar de funcionar como reserva de valor.

A criação de dinheiro pelo Estado deve ser lastreada na criação de produtos e serviços que serão adquiridos por esse dinheiro criado. Se não for dessa forma teremos a moeda perdendo poder de compra ou enfraquecida.

Você já deve ter observado que governos arrecadam impostos tomando parte das riquezas que as pessoas produzem através do trabalho e dos negócios que elas criam para produzir e vender algo. Dessa forma, existe uma relação entre produzir algo de valor para ter impostos cobrados sobre esse valor criado. Quando o governo cria dinheiro do nada, existe mais dinheiro circulando que produtos e serviços disponíveis. Isso equivale a enfraquecer a moeda a tornando inútil como reserva de valor.

A hiperinflação também pode ser provocada por guerras e suas consequências além de distúrbios sociais e políticos que possam dificultar a produção de bens e serviços e a arrecadação de impostos.

Outras consequências da hiperinflação:

  • As pessoas passam a manter sua riqueza em ativos não monetários (exemplo: imóveis e objetos de valor) ou em uma moeda estrangeira relativamente estável. Assim que as pessoas recebem o dinheiro local, elas imediatamente investem nesses ativos não monetários, já que o dinheiro não para de perder o seu poder de compra.
  • As pessoas passam a precificar tudo utilizando outra moeda;
  • Os comerciantes e as instituições financeiras já estabelecem seus preços e taxas com acréscimos para compensar a perda esperada do poder de compra do dinheiro durante o período do crédito, mesmo que sejam períodos muito curtos;
  • Taxas de juros, salários e preços estão vinculados a um índice de preços, ou seja, toda a economia fica indexada;

O problema da hiperinflação no mundo só será resolvido quando as pessoas tiverem uma boa educação financeira. Um povo educado com relação ao funcionamento do dinheiro não permite que os políticos gastem mais do que arrecadam, adotando medidas que geram mais inflação. Invista na sua educação financeira. Veja todos os gráficos sobre inflação que temos no Clube dos Poupadores.

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