O gráfico (sempre atualizado) mostra o desempenho, nos últimos 12 meses, do Índice Bovespa representado pelo ETF BOVA11, índice S&P500 representado pelo ETF IVVB11 e a renda fixa com base na Taxa Selic representados pelos ETFs: DEBB11 e LFTS11. Veja o artigo após o gráfico para entender.

Comparar graficamente a variação dos preços de ETFs é essencial para qualquer investidor que queira tomar decisões baseadas em fatos e não em promessas de corretoras, manchetes ou ideologias de gurus de internet. O gráfico revela: quanto seu dinheiro teria rendido (ou perdido) se tivesse sido investido em determinado ativo. É a prova visual do que realmente aconteceu. Nada de suposições, só fatos.

Agora, vamos deixar claro o que são esses ETFs que aparecem no seu gráfico:

BOVA11 – ETF que acompanha o Índice Bovespa
Representa as ações mais negociadas da Bolsa brasileira. Se o Ibovespa vai bem, o BOVA11 sobe. Se vai mal, ele despenca. Serve como termômetro do mercado acionário nacional. Investir nele é apostar no conjunto das maiores empresas do Brasil — ou seja, apostar que o Brasil (ou pelo menos suas grandes empresas) vai melhorar.

IVVB11 – ETF que acompanha o S&P 500 (via BDR)
Esse fundo replica o desempenho do S&P 500, que reúne as 500 maiores empresas dos EUA. Ele permite ao brasileiro comum investir, em reais e na B3, nas gigantes americanas como Apple, Microsoft, Google e outras. É uma forma prática de dolarizar o patrimônio mantendo o seu dinheiro no Brasil.

DEBB11 – ETF de Renda Fixa Pós-Fixada com base na Selic
Esse fundo não investe em títulos públicos, mas em debêntures de empresas privadas com rentabilidade atrelada ao CDI. Diferente da renda fixa estatal, aqui o risco é maior — afinal, quem promete pagar não é o governo, mas empresas. Em compensação, os retornos podem superar os da tradicional Selic. É uma opção para quem busca diversificação na renda fixa com um pouco mais de ousadia.

LFTS11 – ETF que também acompanha a Selic
Este ETF investe em títulos públicos federais pós-fixados, especificamente as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), conhecidas como Tesouro Selic. O objetivo é replicar o desempenho da taxa básica de juros da economia brasileira. Contudo, é crucial estar ciente de que o LFTS11 enfrenta uma tributação mais elevada. Devido a interpretações regulatórias, a alíquota de Imposto de Renda sobre os rendimentos deste ETF é de 25%, independentemente do prazo de aplicação. Em contraste, investimentos diretos no Tesouro Selic seguem uma tabela regressiva, variando de 22,5% a 15%, dependendo do tempo de investimento. Usamos este ETF no comparador apenas por refletir muito de perto o desempenho do Tesouro Selic. O LFTB11, lançado recentemente, seria uma alternativa com imposto de 15%, embora seja um pouco mais volátil. 

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