O Banco PAN é um banco que oferece investimentos de renda fixa como CDB, LCI e LCA através de diversas corretoras.

Neste artigo vou apresentar algumas informações sobre o banco, links e livros para que você aprofunde seus estudos sobre renda fixa.

É importante que você conheça os bancos onde você investe o seu dinheiro.

Como o banco ganha dinheiro:

O Banco Pan atua nos segmentos de crédito consignado, financiamento a veículos, banco digital e cartões de crédito.

O crédito consignado é descontado diretamente da folha de pagamento. Nesse segmento, o Pan atua através do empréstimo tradicional e do cartão de crédito consignado.

No caso de financiamento de veículos, o Banco Pan fornece empréstimos para aquisição de veículos usados e é líder no nicho de motos novas (excluindo bancos de montadoras). Os próprios veículos funcionam como garantia do empréstimo, podendo ser tomados pelo banco em caso de inadimplência. Apesar de ter o risco relativamente reduzido pela garantia, o segmento é altamente sensível ao ambiente econômico.

Além disso, o banco possui carteiras em run-off (encerramento) como de financiamento para empresas, financiamento para construção civil e empréstimo imobiliário para pessoas físicas.

Quanto ao serviço de banco digital, o Pan oferece uma modalidade de conta corrente 100% digital com cartão de débito e crédito. O diferencial competitivo reside na extensa base de clientes do conglomerado, que pode ser convertida para o novo serviço.

História do Banco:

O Banco Pan surgiu em 2011, a partir da aquisição das ações do Banco Pan Americano pelo BTG Pactual e subsequente venda à Caixa Econômica Federal.

Essa transação resultou no controle compartilhado pelas duas instituições acima mencionadas. Em 2012 e 2014, foram realizados aumentos de capital de R$1,8 bilhão e R$1,3 bilhão, respectivamente, pelos acionistas.

Ao final de 2014, o Banco realizou a venda da Pan Seguros à BTG Pactual Seguradora, embora continue originando prêmios até 2034.

Além disso, vendeu também a participação na Pan Corretora ao BTG Pactual. O valor total da transação foi de R$ 580 milhões.

Em setembro de 2019, o Pan realizou oferta pública (follow-on) primária e secundária no montante total de R$ 1,04 bilhão. Desses, R$ 522 milhões foram referentes a aumento de capital, enquanto o restante foi referente às ações detidas pela Caixa Participações (CaixaPar) até então.

Os recursos foram utilizados para ampliação da oferta de crédito, aumentando investimentos em inovação e tecnologia e avanço na estratégia de originação de crédito omnichannel, com o objetivo de ganho de escala e eficiência.

Em fevereiro de 2020, o Pan lançou seu banco digital com foco nas classes C, D e E. Em agosto do mesmo ano, o banco realizou nova oferta secundária de ações de titularidade da CaixaPar, movimentando R$ 734,6 milhões.

O banco BTG Pactual anunciou acordo para a compra da participação da Caixa Econômica Federal no Banco Pan em abril de 2021 no valor de R$ 3,7 bilhões, transação concluída em maio após aprovação da Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Mesmo após se tornar o único controlador da instituição, o BTG Pactual ressaltou que não há planos para fusão.

Já em outubro, o Banco Pan anunciou um Acordo de Associação para a incorporação das ações da Mosaico Tecnologia ao Consumidor, que reúne as marcas Zoom, Buscapé e Bondfaro. Para sua confirmação, a proposta deverá ser aprovada em assembleias gerais do Pan e da Mosaico.

Garantias

Ao investir em qualquer banco (CDB, LC, LCI e LCA), o investidor está coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para aplicações até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por conjunto de depósitos e investimentos em cada instituição ou conglomerado financeiro, limitado ao teto de R$ 1 milhão, a cada período de 4 anos, para garantias pagas para cada CPF ou CNPJ. Letras Financeiras (LFs) não são elegíveis à garantia do FGC.

Um conglomerado é composto por diversas instituições, que podem atuar em segmentos distintos. Por exemplo, uma instituição pode ser um banco comercial e outra uma corretora de valores. Cada instituição também possui seus resultados individualizados.

Riscos

Ao investir em um banco é importante acompanhar os seus resultados financeiros. Um dos vários indicadores importantes é a “Carteira de Crédito por Nível de Risco” que você pode acessar aqui.

Existe uma classificação determinada pelo Banco Central na resolução nº 2.682. Os créditos bancários são classificados em nove níveis, sendo eles: AA (menor risco), A, B, C, D, E, F, G e H (maior risco). Sendo assim, a carteira E-H inclui os créditos mais arriscados e aqueles com atraso de pagamento acima de 91 dias. Esses créditos exigem provisão entre 30% e 100% sobre o valor das operações.

As metodologias de determinação do risco levam em consideração fatores do devedor e seus garantidores como: situação econômico-financeira, grau de endividamento, capacidade de geração de resultados, fluxo de caixa, administração e qualidade de controles, pontualidade e atrasos nos pagamentos, contingências, setor de atividade econômica e limite de crédito. Em relação à operação de crédito: natureza e finalidade da transação, características das garantias quanto à suficiência e liquidez e valor. Quanto maior a parte da carteira de crédito do banco com classificação AA ou A melhor será, ou seja, menor o nível de risco.

Para aprender a avaliar diversos indicadores antes de investir em CDB, LCI e LCA leia este livro aqui.

Outros links:

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