Veja o gráfico animado com a composição histórica, por setores, da carteira de investimentos de Warren Buffett, um dos investidores mais ricos do mundo.

Clique no vídeo acima para iniciar a animação. O gráfico mostra em quais setores da economia americana o investidor Warren Buffett concentrou os seus investimentos em ações nos últimos 20 anos. O ano e o trimestre aparece logo abaixo da foto de Warren Buffett.

A animação começa em Q1 2001, ou seja, primeiro trimestre de 2001. Os investimentos de Buffett estavam concentrados em ações de empresas do setor financeiro (43,1%) e ações de empresas do setor de bens de consumo (Consumer Staples) com 43,50% da carteira.

Aqui é importante destacar a diferença entre Consumer Staples (bens de consumo) e Consumer Discretionary (Consumidor Discricionário). O setor de bens de consumo é aquele que produz produtos básicos para o consumidor como alimentos, produtos de higiene e outros de uso pessoal recorrente. São itens que não sofrem muito com os ciclos econômicos e crises por serem essenciais. Já o consumo discricionário é cíclico, sofre nas crises e inclui automóveis, eletrodomésticos, eletrônicos, serviços como hotelaria, restaurantes, lazer etc.

Você verá que no decorrer dos anos a carteira vai sendo reequilibrada e outros setores passam a ter mais relevância. No final da animação, que vai até o terceiro trimestre de 2021, temos uma carteira com maior concentração em ações de empresas de tecnologia (43,4%), empresas do setor financeiro (32,2%) e bens de consumo (12,1%).

Investindo em ações durante toda a vida Warren Buffett se tornou uma das 10 pessoas mais ricas do mundo (fonte), mas existem alguns pontos que devemos considerar. Buffett vive e investe nos EUA, a maior economia do mundo onde encontramos as ações das empresas que dominam vários mercados globais.

Certamente seria mais difícil para Warren Buffett se tornar um dos investidores mais ricos do mundo se investisse exclusivamente em ações de empresas brasileiras. O investidor brasileiro é um sobrevivente d crises políticas, econômicas, recessões, inflação sempre em alta e moeda local em constante desvalorização frente ao dólar.

Enquanto nos EUA qualquer empresa parece promissora na bolsa, no Brasil é necessário aprender a avaliar de forma criteriosa as empresas que realmente compensa investir e isso pode ser feito através da análise fundamentalista com auxílio da análise técnica.

Felizmente vem se tornando cada vez mais fácil para o investidor brasileiro montar carteiras com ativos dolarizados e com base em ações de empresas negociadas nos EUA e em outros países. Na bolsa brasileira já temos os ETFs que investem em ações negociada no exterior e BDRs. Também se tornou muito fácil e rápido investir diretamente nos EUA através de corretoras no exterior preparadas para atender os brasileiros.

Para aprender mais sobre como simular e montar a sua carteira diversificada de investimentos, assim como os maiores investidores fazem conheça esse livro aqui. Para aprender a investir no exterior, leia este outro livro.

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